Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 12/01/2021
A última crise sanitária global ocorreu no início do século XX, a gripe espanhola, cuja epóca não detinha da tecnologia para que houvesse o verdadeiro isolamento social, medida recomendada por especialistas. No entanto, o contexto da pandemia de coronavírus permitiu que a Internet possibilitasse que processos pedagógicos ocorressem de forma virtual, mudando drasticamente o panorama do ambiente educacional em uma modalidade ainda desconhecida para muitos. Logo, é necessário ressaltar os desafios que os professores encontram durante a pandemia, como a falta de infraestrutura e pouco conhecimento tecnológico.
Em primeiro lugar, deve-se destacar a dificuldade de garantir todo o equipamento necessário para o Ensino a Distância (EaD). Para ilustrar a situação, pode-se citar o caso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que não foi capaz de assegurar à todos o uso de dispotivos eletrônicos e o acesso à Internet. Tal condição os fez criar um período letívo extraordinário em que haveria apenas aulas com aqueles que já detinham desses recursos sem algum auxílio. Essa foi a realidade de muitas instituições, o que prejudicou professores ao não permitir que esses pudessem lecionar suas disciplinas, sendo um problema recorrente na quarentena.
Em segundo lugar, é possível ressaltar também a falta de fluência digital dos educadores. Sobre esse assunto, cabe comentar que o advento da 3ª Revolucao Industrial é reponsável pelo interesse de aperfeiçoamento rápido de tecnologias já existentes, visando a máxima produtividade. A consequência desse modelo é a dificuldade de adaptação da população comum aos novos aparelhos, o que se reflete também no campo educacional. Seguindo esse raciocínio, muitos professores encontram obstáculos digitais e falta de assistência para a disponibilização do conteúdo das aulas, interferindo no processo pedagógico.
Portanto, são necessárias medidas para mitigar os desafios dos professores em tempos de quarentena. Visando amenizar o quadro, é papel do Governo Federal direcionar recursos para a infraestrutura da educação por meio da definição de uma agenda econômica. Isso seria feito com o objetivo de assegurar meios adequados a realização de atividades de acordo com a grade curricular. Assim, seria evitado o prejuízo no processo educacional por conta de posições socioeconômicas, o que daria mais liberdade aos professores em processos didáticos. Em paralelo, cabe às Organizações Não Governamentais (ONGs) promoverem cursos de fluência digital voltado à profissionais da educação para que esses se adaptem aos novos tempos e possam oferecer ao EaD a mesma qualidade do ensino presencial. Por fim, as soluções apresentadas seriam capazes de contornar a problemática.