Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 17/02/2021

O abandono dos tradicionais quadros brancos e salas de aula foi apenas uma das inúmeras condições impostas pelo vírus COVID-19.Não só os estudantes foram surpreendidos pela realidade pandêmica do ensino virtual,mas a classe docente também se viu em incontestável mar de dúvidas e aflições,frutos diretos da defasagem da assistência estrutural e profissional do corpo estudantil responsável por tal suporte.

As intituições educacionais,reforçando incessantemente a  necessidade de imediata adaptação ao EAD-ensino a distância-desconsideraram a crucialidade da promoção de infraestrutura adequada aos professores,que encontraram-se forçados a,mesmo que sem condições financeiras,investirem autonomamente em notebooks,microfones e tecnologias que auxiliassem-os na trajetória desconhecida do home office, que até então traçavam desamparados.

Como consequência da pressão imposta pelo sistema educacional e sobrecarregamento dos professores diante das novas exigências de aprendizagem,o aumento progressivo de doenças psíquicas tornou-se um fator social preocupante.Segundo a OMS-Organização Mundial de Saúde-cerca de 60% dos lecionadores desenvolveram o transtorno de Boderline e 75% desses manifestou alguma perturbação em sua  saúde mental,sendo que grande parcela dos diagnósticos possui alguma relação com ansiedade.

Consoante à evidente  necessidade de auxílio à classe docente,as intituições de cunho estudantil -escolas e faculdades- apoiados financeiramente pelo MEC-Ministério da Educação e Cultura-devem promover cursos profissionalizantes voltados ao manejo de tecnologias e oferecer material básico para o ensino virtual por meio,respectivamente,de reuniões online e campanhas estaduais.Por conseguinte,tais intervenções influenciarão positivamente a preparação psicológica dos professores e evitarão o crescimento do número de doenças mentais no meio pedagógico.