Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 05/03/2021
A quarentena foi uma medida emergencial que implicou na instituição de aulas online durante a permanência da pandemia. Embora a implementação do sistema de Educação a Distância (E.A.D) fosse uma ação necessária, ela acarretou empecilhos para a realização de trabalhos pedagógicos, tais como a falta de verba para a manutenção das aulas, e a escassez de instrução de como os educadores realizariam suas aulas pela internet. Desta maneira, os professores enfrentaram diversas adversidades para efetivar seu serviço, prejudicando o aprendizado geral, devendo essa situação, portanto, ser combatida.
Em primeira instância, o E.A.D, ao ser adotado pelas escolas, gerou uma vasta gama de demissões de profissionais pedagógicos, já que a baixa econômica evidenciada durante o ano de 2020 ocasionou a redução de gastos, que acabaram sendo descontados do ensino popular. De acordo com dados da revista Folha, cerca de 300.000 docentes foram demitidos durante os meses letivos, ficando, assim, desempregados durante uma crise monetária mundial, contexto ameaçador para um funcionário. Além disso, a qualidade nacional das aulas não foi mantida intacta no ensino a distância, dado que alunos de cursos técnicos, como Cefet ou Coltec em Belo Horizonte, ficaram cerca de 7 meses sem acesso ao sistema, conteúdo que mesmo reposto não compensa o tempo inerte. Essa conjunção não somente afeta os estudantes, como também impede a realização concreta do ensinamento por parte dos pedagogos, afetando o processo educacional nacional.
Ademais, a limitada instrução oferecida aos docentes tornou o quadro pandêmico mais danoso, uma vez que a infimidade de recursos tecnológicos disponíveis a professores de baixa renda é notória. Desta forma, a falta de contato com os aparelhos técnicos propicia um menor entendimento de como se adaptar ao ambiente cibernético, fazendo com que os educadores não saibam elaborar suas classes de um modo efetivo, o que frustra os profissionais. Um exemplo desse cenário é o fato de que 49% dos pedagogos da rede pública não obtiveram a formação para lidar com os desafios do ensino remoto, de acordo com dados do Instituto Península, organização social que atua na área da educação. Logo, a carência de preparação de empregados prejudica o desempenho estudantil, sendo negativa para o país.
Destarte, para que haja melhora significativa da condição dos docentes no E.A.D, é imperioso que o Ministério da Educação, órgão encarregado de assuntos relativos ao ensino, promova incentivos a programas de integração dos professores ao ambiente tecnológico. Assim, por meio de estímulos monetários, os funcionários pedagógicos poderão se aperfeiçoar e melhorar a relação cibernética com suas aulas, possibilitando uma maior apreensão do conteúdo pelos alunos.