Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 30/07/2021
Nos últimos anos, o processo de adaptação dos professores na utilização de recursos para o ensino à distância vem sendo, constantemente, um dos principais desafios de serem solucionados por educadores e educandos em meio a recente situação de pandemia global. Nessa perspectiva, deve-se debater a importância imposta pela utilização da tecnologia para a educação, assim como os possíveis problemas manifestados na mudança de ensino.
Em primeiro momento, vale ressaltar a necessidade da implementação dos meios tecnológicos nos centros de ensino afetados pela pandemia. De acordo com Denise Turco, jornalista da revista Brasil em Código (GS1), “O desenvolvimento da internet dita novos rumos para modelo de ensino e de aprendizagem no século 21, iniciando uma verdadeira revolução nessa área.” Desse modo, com o surto da covid-19, diversas instituições educacionais tiveram que se “reinventar” na maneira de elaborar suas propostas de ensino entre professores e alunos, adotando aulas remotas por meio de computadores, tablets, celulares, programas de vídeo-chamadas, dentre outros tipos de recursos tecnológicos utilizados como forma de promover a inclusão digital e uma atração para aprendizagem, mesmo havendo a existência de determinadas desigualdades que acabam limitando a acessibilidade de educadores e de jovens aprendizes afetados.
No entanto, cabe destacar os impasses que tendem a problematizar e limitar as alternativas de aprendizagem na quarentena. Segundo Paulo Freire, famoso educador brasileiro, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Ademais, mesmo as instituições de ensino avançando na instauração de modalidades voltadas à educação à distância, ainda é observada a presença de algumas falhas como a escassez de aparelhamento nas escolas públicas e nas faculdades, oscilação na internet, ausência de aparelhos tecnológicos compatíveis com a modalidade de ensino, assim como outros fatores expressos pela falta de comprometimento do governo em conter tais problemáticas que tendem a promover certas condutas de frustrações, ansiedades e despreparo por parte de professores e estudantes prejudicados.
Dado o exposto, é mister que o Ministério da Educação, responsável por atuar em ações de políticas públicas voltadas ao planejamento estudantil, proponha a criação de programas que qualifiquem o processo de adaptação de professores e estudantes com a modalidade “EAD” e que atuem na distribuição de aparelhos tecnológicos nos centros educacionais, reduzindo o despreparo funcional e prevenindo a ausência de recursos para o ensino. Certamente, tais ações irão beneficiar o planejamento educativo de professores e alunos vitimizados pela pandemia da COVID-19.