Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 28/08/2021

O mangá japonês chamado “New Normal” retrata uma realidade em que o mundo está sofrendo uma pandemia, na qual todos devem usar máscaras. Na história, por mais que o foco seja o romance, é perceptível, nas primeiras páginas, a tristeza no olhar dos alunos e dos professores, onde esse último é, visivelmente, o grupo que as dificuldades se perpetuaram de forma elevada. Esse fator não distancia-se da realidade vivida pelos ensinadores reais, visto que eles estão, a todo momento, aptos a sofrerem adaptações forçadas para resolverem os problemas das aulas, como o desequilíbrio de acesso pelo meio virtual ao ensino e a falta de apego dos estudantes para com os ensinamentos virtuais.

Em primeiro lugar, os alunos vieram de diversas realidades diferentes, na qual essa classe de pessoas poderiam conhecer bastante o mundo da tecnologia, entretanto, a realidade de alguns países, como o Brasil, é que um grupo de número elevado de pessoas não tenham fácil acesso à internet. Conforme uma pesquisa, a partir de entrevistas, feito pelo Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA USP), uma quantia grande de professores entrevistados indicavam preocupação em relação à dificuldade dos estudantes em manusearem de forma efetiva equipamentos eletrônicos, como os celulares, ou até mesmo possuírem um em casa. Consequentemente, se o fator citado anteriormente não for resolvido, diversas pessoas de todas as faixas etárias sairiam prejudicadas, pois não conseguiriam se conectar (participar e entender) à aula apresentada, realidade que atrasaria o país.

Além disso, diversos cursistas do ensino, tanto na escola quanto na faculdade, estão perdendo a vontade de estudar e aprender as aulas, fato que afeta a mente dos ensinadores. De acordo com o estudo do programa USP Cidades Globais, a indiferença desses indivíduos, citados primeiramente, com a compartilhação do conhecimento através das aulas, causaram prejuízos na percepção dos docentes. Diante disso, é notável um problema, já que os dois lados estão a sofrer problemas, tanto o lado que ensina, por não receber a devida atenção, e o outro que aprende, por não atribuir interesse ao outro grupo.

Portanto, o desapegamento dos aprendizes com o aprendizado e a discrepância atribuída ao uso da internet e de dispositivos eletrônicos, atrapalham a vida do professor. Diante disso, é perceptível que mudanças devem ocorrer.  Por isso, para que retorne o interesse do grupo que aprende e para acabar com a desigualdade, o Ministério da Educação, juntamente com empresas de aparelhos, como a Samsung, devem fechar parcerias, na qual entregarão celulares e tablets para os alunos mais necessitados, de forma que o primeiro libera verba para a companhia,e o primeiro citado deveria ensinar ao usuários como utilizam os aparelhos. De forma que, tal medida realizada, melhorará a situação.