Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil
Enviada em 22/09/2026
A questão dos catadores de recicláveis no Brasil evidencia a contradição entre a relevância ambiental do trabalho e a marginalização social de quem o executa. Responsáveis pela triagem da maior parte dos resíduos no país, esses profissionais enfrentam um cenário de precarização laboral e falta de amparo estatal.
Em primeira análise, destacam-se as péssimas condições de trabalho. A maioria atua na informalidade, sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), o que expõe os trabalhadores a riscos de contaminação e acidentes. Além disso, a ausência de galpões equipados compromete sua saúde e limita a eficiência da coleta seletiva.
Ademais, a fragilidade socioeconômica agrava o problema. Embora a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) preveja a integração de cooperativas na gestão pública, a medida é pouco aplicada. Sem contratos formais, os catadores dependem de intermediários que pagam valores irrisórios, enquanto o preconceito da população invisibiliza sua contribuição socioambiental.
Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com os Municípios, deve formalizar a contratação de cooperativas, garantindo remuneração justa e fornecimento de EPIs e equipamentos. Assim, assegura-se a inclusão social e a dignidade desses trabalhadores.