Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil

Enviada em 15/10/2021

A Segunda Revolução Industrial resultou na produção excessiva de materiais recicláveis, junto a esse processo, surgiram os catadores, que são fundamentais para vida em conjunto. No entanto, eles enfrentam desafios, como a sociedade que dificulta o trabalho deles e como as empresas que não os valorizam.

Sob essa ótica, sabe-se que poucas pessoas separam os lixos entre orgânicos e reutilizáveis. Nesse sentido, isso é um problema porque, para recolher o material de interesse, os recicladores entram em contato com produtos já em decomposição - que pode conter bactérias e gerar doenças. Dessa forma, conforme o G1, apenas 15% da população divide o lixo, fato que, além de tornar mais complexa a separação, põe em risco a vida de quem trabalha com isso. Desse modo é preciso que o povo seja reeducado.

Outrossim, vale salientar também, a falta de reconhecimento por parte dos empresários. Nesse viés, é notório que os coletores realizam a catação dos objetos - garrafas, metais, papelão -, separam- os e caminham com esses por longas distâncias. Nesse contexto, conforme uma reportagem do Globo Repórter, são os compradores que decidem o preço que irão pagar pelos recicláveis, sendo normalmente menor que o que realmente vale. Dado isso, fica claro que, apesar de todo o exaustivo esforço que esses trabalhadores realizam, eles não podem precificar o próprio serviço, o que resulta na desvalorização dessa profissão.

Evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Posto isso, cabe ao Estado - como agente provedor de bem-estar social - realizar campanhas sobre a necessidade de separar o lixo residencial, por meio de canais de comunicação, a fim de simplificar o processo para o profissional. Ademais, cabe as empresas pagarem devidamente aos que exercem essa profissão, para que esses sejam reconhecidos. Se assim for feito, a qualidade de vida dessa população será melhorada.