Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil
Enviada em 16/10/2021
“O amor por princípio, a ordem por base; o progresso por fim”. Esse lema positivista, formulado pelo filósofo francês Auguste Comte, inspirou a frase política “Ordem e Progresso” exposta na célebre bandeira nacional. No entanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que os catadores de materiais reciclável possuem seus direitos negligenciados - grave problema a ser enfrentado pela sociedade – e isso resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Desse modo, não só a indiligência do Estado, como também a falta de empatia – reflexo do individualismo - solidificam tal mazela.
A princípio, é interessante pontuar que a negligência do Estado é uma das causas do problema no país. De acordo com a “Constituição Federal 1988”, todo cidadão é igual – sem quaisquer discriminações - perante a lei. Nesse sentido, imagina-se que os direitos de cuidados sociais e igualdade é prioridade da comunidade, afinal é garantido por leis governamentais. No entanto, infelizmente, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, já que grande parte da sociedade ainda sofre com essa paridade. Esse sofrimento ocorre pela falta de acompanhamento para garantir que tais preceitos estão sendo cumpridos. Portanto, é inadmissível a ineficácia do governo em não defender as garantias básicas da população verde-amarela.
Além disso, a problemática encontra terra fértil no individualismo e na falta de empatia. Isso é devido ao fato de que a população que não é afetada tente a ignorar situações de infrações, deixando de denunciar. Na obra “Modernidade Líquida” , Zygmunt Bauman defende que a pós - modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência, cidadãos em situações precárias vivenciando diariamente abusos de poder e preconceitos, assim causando grandes impactos psicológicos.
Portanto, essa liquidez, que influi sobre a falta de direitos primordiais à parcela da sociedade, funciona como um forte empecilho para sua resolução. Portanto, são necessárias medidas capazes de resolver essa problemática. Para isso, é imprescindível que o Estado - por intermédio de agentes - façam fiscalizações nas comunidades que sofrem tais preconceitos, a fim de garantir segurança e cumprimento da legislação. Mas também que as empresas privadas com parcerias com as ONGs disponibilizem palestras nas escolas para alunos e sociedade sobre tais direitos com o intuito de diminuir o Individualismo. Assim, será consolidada uma nação em que o Estado desempenha corretamente seu papel social e a sociedade auxiliará em seu cumprimento, bem como o Brasil andará rumo à ordem e ao progresso.