Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil
Enviada em 20/10/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade, segurança e ao bem-estar social. Entretanto, na prática tal garantia é deturpada, visto que empecilhos enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis encontram-se efetivados na sociedade. Desse modo, a negligência governamental em consonância com o desabono social são os principais pilares para esses conflitos.
Nesse sentido, vale ressaltar a inoperância estatal como perpetuadora da problemática. Destarte, de acordo com o IBGE, 70% das cidades brasileiras não possuem coleta seletiva. Sob esse viés, denota-se que os catadores de reciclagem possuem seu direito à segurança negligenciado, pois, sem ambientes adequados para o descarte, o lixo fica todo misturado e acaba por deixar os recicladores suscetíveis a se cortarem e a contaminação.
Ademais, vale salientar a exclusão social como impulsionadora do impasse. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua análise do sistema econômico, na sociedade atual as pessoas valorizam apenas profissões que geram grande renda e marginalizam as demais ocupações. Sob essa ótica, os recicladores sofrem com a desvalorização do seus trabalhos, já que, por terem essa indiferença com seus afazeres, acabam recebendo muito pouco por toda sua função.
Portanto, com intuito de mitigar os empecilhos enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workhops, nas escolas, ensinariam a população sobre a importância de separar o lixo. Além disso, é mister a mídia informar a população que todas as profissões merecem reconhecimento e respeito. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.