Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil
Enviada em 19/10/2021
O curta-metragem “Ilha das Flores”, apresenta a trajetória de um tomate, desde a colheita ao descarte por uma dona de casa, até a chegado ao lixão da ilha, onde crianças disputam o alimento que sequer servia de comida aos porcos. Em contraponto com a obra, é possível visualizar o ambiente em que os coletores e suas famílias vivem e trabalham (a ilha), e as péssimas condições de vida que lhes são proporcionadas por exercerem esse serviço de coletor.
Em primeira análise, é importante ressaltar que mesmo com inúmeros incentivos sociais, muitas pessoas ainda descartam o lixo de forma incorreta. Como mostram dados da Revista Globo, onde somente 40% da população brasileira separa o lixo corretamente e apenas 4% é reciclado. Sendo assim, o trabalho dos catadores de recicláveis é muito perigoso, visto que, eles mexem em lixões sem saber se há objetos cortantes ou infectados, só para encontrar uma pequena quantia de materiais reaproveitáveis, colocando sua saúde em risco.
Ademais, o valor atribuído a coleta de materiais recicláveis no país, é extremamente baixo e negligenciado pelo Estado. Segundo um levantamento feito pelo CEMPRE ( Compromisso Empresarial para Reciclagem), foi mostrado que o quilo da garrafa pet por exemplo, não passa de R$1,70. Com isso, as diferenças sociais são agravadas e as oportunidades dessa parcela da sociedade de ascender, é quase nula. Por isso, é necessário que o governo invista mais neles para existir melhoria nas suas condições de vida e trabalho.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Dessarte, cabe ao Ministério do Meio Ambiente- por meio de recursos autorizados pelo Tribunal de Contas da União- criar um plano público que garantirá itens de proteção à todos os coletores para que não coloquem mais sua saúde em risco na hora da coleta e permita um trabalho seguro e, também, o Ministério da Economia deve promover a criação de uma Bolsa capaz de fornecer itens básicos aos coletores como alimento e água, para que eles tenham melhores condições de vida e trabalho e assim, a Ilha das Flores não será mais uma realidade brasileira.