Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil

Enviada em 21/10/2021

A necessidade de materiais recicláveis se intensificou no período da Revolução Industrial, na qual as efervescentes fábricas buscavam, além de outras coisas, matéria prima de forma rentável e barata e, com isso, corroborou para o fomento na ação efetiva dos catadores de coleta seletiva. No contexto hodierno do Brasil, a precarização no setor da reciclagem vem crescendo desenfreadamente, o que configura, de certa forma, um trabalho insalubre aos coletores de produtos recicláveis. Dessa forma, entende-se que a inércia governamental, bem como o contato a doenças parasitárias e bacterianas, apresentam-se como entraves para a resolução da problemática.

Em primeira análise, a falta de políticas públicas é a causa principal da permanência do imbróglio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação é perceptível o descaso dos governantes brasileiros com o amparo a esses profissionais, uma vez que não é estimulado a conscientização da sociedade no que tange a coleta seletiva e, dessa forma, a população não tem o conhecimento da idônea separação dos resíduos residenciais, tais como papel, plástico, metal e vidro. Um estudo proposto pelo site de notíciais “Agência Brasília”, ressalta que, infelizmente, cerca de 100 catadores de materiais recicláveis são feridos por objetos cortantes todos os anos, o que comprova a ineficiência da defasada política do país. Em contrapartida, o programa televisivo “The Noite com Danilo Gentili” exerce função incoincidente com a do atual governo, na qual mostrou, em uma de suas reportagens, a correta divisão do lixo e os benefícios que isso proporciona ao grupo social.

Ademais, a disseminação de doenças é um dos agravantes da temática. Segundo o escritor e médico brasileiro Lair Ribeiro, aquele que não tem tempo para cuidar da saúde arrumará tempo para cuidar de doenças. Nesse contexto, é notório o trabalho frenético exercido pelos coletores de recicláveis em sua profissão e, consequentemente, há uma maior exposição a agentes transmissores de doenças, tais como roedores e baratas. Desse modo, essa parte da população é a mais lesada e vulnerável, pois atuam, de certo modo, com o contato a maléficas enfermidades, como por exemplo, o Tétano, Lectospirose e Difteria, que são, por sua vez, danificadores da saúde desses indivíduos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério da Saúde, a proliferação de ações eficazes, tais como palestras conteúdistas sobre a correta divisão do lixo e o apoio médico aos catadores de materiais recicláveis, por meio de um grande investimento do governo, com o fito de erradicar os desafios encontrados pelos coletores de produtos recicláveis.