Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil
Enviada em 24/10/2021
A falta de apoio social com a reciclagem de lixo, bem como, a discriminação dela para com os catadores desses materiais, no Brasil, são alguns dos desafios que esses trabalhadores enfrentam diariamente. Com isso, faz-se necessário a análise de como o corpo social afeta o trabalho dos catadores de materiais recicláveis direta e indiretamente.
Primeiramente, é indispensável a discussão sobre a dificuldade de trabalho dos catadores de materiais recicláveis no Brasil, diante de que, em 2021, ainda há pessoas que não respeitam a reciclagem, ato que se torna um desafio enfrentado por esses trabalhadores. Ademais, a reciclagem deveria ser uma rotina presente na vida de todos, já que com a ECO-92, reunião ambiental que ocorreu em 1992, foi assinado um documento chamado “Agenda 21”, o qual promoveu diversas ações cotidianas e sustentáveis que muitos utilizam até hoje e que causa uma consequência global. Isso é visível se utilizarmos a reciclagem como exemplo, já que, com ela, além dos catadores de materiais recicláveis conseguirem sustentar-se, evitará a poluição de diversos rios que, caso fossem poluídos, prejudicariam o meio-ambiente. Por essa ótica, é evidente que sem a compreensão da sociedade quanto a utilização dos atos propostos pela “Agenda 21”, não só o meio-ambiente estará prejudicado, mas também, indiretamente, esses trabalhadores que possuem a sua renda com a revenda dos materiais reutilizáveis.
Por outro lado, o preconceito social que eles sofrem é outro movimento que prejudica o trabalho dessas pessoas. Isso fica evidente com a produção sul-coreana, “The Devil Judge”, em que, em determinado episódio, é representada a violência e dificuldade sofrida por um senhor cujo trabalho era coletar materiais recicláveis e revendê-los, por meio de um proposital quase atropelamento. Apesar dessa produção ser asiática, é muito possível relacioná-la com os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil, já que a discriminação que eles sofrem na sociedade por acharem nesse emprego informal a sua fonte de renda, é grande e isso é claro com os olhares nas ruas e desvios de calçadas quando esses trabalhadores estão nelas, o que prejudica diretamente seu trabalho.
Por fim, faz-se necessária a cooperação do Estado - promotor da harmonia social - e do Ministério do trabalho para criar leis que punam as pessoas que discriminarem o trabalho de coletores de materiais recicláveis, no Brasil, e dificultarem o trabalho deles. A punição terá que ser o pagamento de indenização entre 200 e 3000 reais e a renda para a produção dessa lei terá que ser retirada dos impostos. Espera-se que, com isso, o trabalho dos coletores de materiais recicláveis seja mais seguro e confortável.