Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil

Enviada em 01/11/2021

No filme “Wall-E”, o planeta terra se tornar inabitável devido ao excesso de poluição e acúmulo de lixo, que mesmo com vários robôs catadores não foi possível descartar e muito menos reciclar todo o lixo, forçando a humanidade a abandonar o planeta. Saindo da ficção, no Brasil, a profissão de catadores de lixo passa por diversos desafios como o preconceito e a falta de visibilidade por parte do governo e da sociedade, em consonância com os perigos da profissão, como o contato com materiais perigosos.

A priori, é valido salientar que os coletores urbanos não são bem vistos pela sociedade, sendo muitas vezes maltratados e ignorados, além de raramente serem alvos de políticas públicas. Isso ocorre devido ao grande número desses profissionais viverem em situação de rua ou de extrema pobreza, e acabam sendo julgados pelo baixo poder aquisitivo, principalmente por estabelecimentos comerciais. De acordo com Mahatma Ghandi, “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver”. Assim, dar um melhor tratamento para esses indivíduos pode possibilitar, por meio do exemplo, mudar a concepção da sociedade sobre eles.

Outrossim, trabalhar com o lixo proporciona muitos riscos, podendo ocorrer lesões e sendo muito prejudicial à saúde. Desse modo, por conter no lixo restos de alimentos, há a proliferação de animais, insetos e microrganismo, sendo um grande vetor de doenças como a leptospirose transmitida pelos ratos. Ademais, esses materiais podem conter objetos pontiagudos, cacos de vidro e outros objetos perfurocortantes que podem ferir o coletor ao manusear, deixando uma via para que microrganismos entrem e causem uma infecção. Fica claro, portanto, que é crucial tomar medidas para melhorar a condição de vida dos coletores de materiais recicláveis.

Logo, é dever do Estado, por intermédio do Ministério da Cidadania e do Ministério de Comunicações, em parceria com redes de televisão, como a Globo e a Recorde, e redes reciclagem e coleta de descartes, criar, promover e desenvolver projetos com o intuito de melhorar o descarte, como cobrir materiais perfurocortantes, e facilitar a separação dos materiais aproveitáveis, além de criar projetos que capacitem tais . Tais ações ocorreriam por meio de um grande investimento do governo, com o objetivo de melhorar a condição de vida dos catadores de lixo.