Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil
Enviada em 12/11/2021
O modelo fordista, introduzido na Segunda Revolução Industrial, visou a produção em grande escala e inseriu padrões de consumo mais intensos. Nesse cenário, a quantidade de lixo emitido aumentou consideravelmente, assim como as profissões que o envolve. Contudo, aqueles que atuam como catadores de tais dejetos padecem de adversidades no território brasileiro, seja pela desvalorização monetária, seja pelo perigo do trabalho.
A priori, é notório que muitos dos catadores de lixo trabalham informalmente e, por consequência, são condicionados ao valor oferecido pelas captadoras desse material. Conforme a criação do governo de Vargas, a CLT é imprescindível para que o trabalhador possua auxílios em casos de acidente no trabalho, para requerimentos do FGTS, etc. Todavia, ao ser submetido ao vínculo informal, o indivíduo fica vulnerável às mudanças de preço da matéria, podendo, até, sofrer abusos financeiros, provenientes dos centros de recolhimento. Assim, as condições empregatícias torna-se, em muitos dos casos, precárias.
Em segundo aspecto, o manejo do lixo, realizado incorretamente, pode causar problemas na saúde desses cidadãos. De acordo com a Ciência Médica, o contato direto com metais pesados, como o mercúrio -presente em diversos produtos- pode causar intoxicações e, até, cânceres. Entretanto, esta informação não é democratizada, fazendo com que a população deposite o lixo tóxico junto ao comum. Logo, os catadores de dejetos ficam expostos à estas doenças.
À vista disso, faz-se mister que o Estado tome medidas para combater a problemática. O Ministério da Educação precisa arquitetar maneiras para que esse trabalhador seja formalizado, por meio de projetos que visem a construção de centros captadores de reciclagem que contratem e capacitem de maneira técnica esses indivíduos, tornando a atuação mais produtiva e segura. Deste modo, os catadores de lixo poderão realizar seus trabalhos sem qualquer adversidade.