Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil

Enviada em 14/11/2021

Na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada na cidade do Rio de Janeiro, foi definido um plano de metas chamado de Agenda 21. Dessa forma, 129 países comprometeram-se a propor melhorias que beneficia a sustentabilidade, saúde e qualidade de vida. No entanto, verifica-se que no Brasil há desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis, devido à ineficiência das políticas públicas. Além disso, a baixa educação de parte da população sobre a separação correta do lixo agrava ainda mais a situação.

Inicialmente, vale ressaltar o filme “Interestelar”, que narra a história do engenheiro Joseph Cooper. Em síntese, é retratado a época de uma terra com esgotamento de reservas naturais, cujas marcas de poluição e desiquilíbrio ambiental estão presentes em todo ecossistema. Fora da ficção, nota-se um paralelo do filme com a futura situação da terra, visto que não há uma preocupação das políticas públicas em assegurar a valorização de catadores de materiais recicláveis, ou seja, esses trabalhadores são desestimulados a continuarem na profissão. Dessa forma, verifica-se que, enquanto o Estado não certificar ações governamentais para incentivar a sustentabilidade do lixo, a consequência será que perpetuará um padrão cíclico de poluição, que vai contra o plano de metas da Agenda 21.

Em segundo lugar, outro desafio que precisa ser combatido é a baixa educação sobre a separação do lixo. Segundo o filósofo brasileiro Paulo Freire em seu livro “A Pedagogia do Oprimido”, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Sob essa ótica, torna-se evidente a necessidade de auxiliar a população, de maneira educacional, sobre como é os benefícios da separação do lixo, em razão da sociedade brasileira considerar normal juntar lixo orgânico e reciclável. Logo, aproximando ainda mais a situação da terra da terra com a história de ficção do engenheiro Cooper.

Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática para combater os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis. Desse modo, é necessário que o Ministério da Cidadania, por intermédio do Congresso Federal, crie novas leis que ofertem apoio financeiro para os trabalhadores de reciclagem, para assim ratificar a valorização da profissão e incentivar novas pessoas a entrarem na área da sustentabilidade. Ademais, é essencial a criação de campanhas midiáticas em praças públicas, televisão, internet, escolas e faculdades, por consequência, abrangendo as informações de separação de lixo para todas as classes sociais e, posteriormente, retificando a situação do Brasil sobre o plano de metas definida pela Conferência das Nações Unidas.