Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil

Enviada em 14/11/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga a isso, o trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade encontra obstáculos no seu desenvolvimento, no que se refere à trajetória para os catadores de materiais recicláveis no território brasileiro. Desse modo, dois aspectos importantes se destacam: a negligência governamental na construção de instituições de caridades em regiões afastadas dos grandes centros e a ausência de debate contra o comportamento preconceituoso.

Primeiramente, é indubitável que a negligência governamental em relação à distribuição de instituições de caridades, tendo vista que a maioria está localizada nos grandes centros urbanos. Segundo dados do portal G1, cerca de 70% das cidades brasileiras não possuem instituições de caridades, cestas básicas e medicamentos gratuitos, o que explicita a propagação de desigualdades sociais causadas pelas baixas rendas e escolaridades. Conquanto, evidencia-se a carência alimentar e a falta de incentivo à expansão da estrutura institucional para as regiões mais afastadas.

Outrossim, é notória a dificuldade encontrada no comportamento preconceituoso acerca dos catadores de lixo, uma vez que, por ser ainda mais frequente nas periferias, tem a ausência de debate. Nesse cenário, o sociólogo e filósofo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação, ou seja, a sociedade responsável deve debater e ressaltar a importância do comportamento ético para todas as classes sociais. Sendo assim, fazem-se necessárias políticas que busquem soluções dos desafios diários dos catadores de lixo, de forma que a ótima expectativa apresentada por Habermas seja valorizada no Brasil.

Em vista dos fatos supracitados, torna-se imprescindível a adoção de medidas que venham acabar com os desafios diários dos catadores de materiais recicláveis no Brasil. Destarte, cabe ao Governo Federal, em parceira com empresas privadas, que sejam especializadas em cestas básicas, garantir a alimentação e segurança dos catadores, por meio da criação de estabelecimento de caridade que seja construído em todas as regiões do país, a fim de que as pessoas tenham um comportamento livre na comunidade. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada e a nação ascenderá rumo ao desenvolvimento.