Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil
Enviada em 15/11/2021
A Constituição Federal de 1988, documento de mais relevância no país, prevê em seu artigo 6 o direito a Assistência dos Desemparados como inerente a todo cidadão brasileiro. Tal prerrogativa não tem sido feita na prática, quando vemos os coletadores de materiais recicláveis sendo expostos a inúmeras doenças e mesmo assim, não conseguindo dinheiro para manter aqueles que habitam em sua residência.
Primordialmente, é importante ressaltar que a reciclagem é uma maneira sustentável para a reutilização de materiais, que antes eram descartados de forma inadequada, podendo levar séculos para se decompor. Contudo, aqueles que catam e selecionam tais objetos são expostos a diversos riscos, como o tétano, fraturas e entre outros danos nocivos. Além disso, não são bem vistos dentro da sociedade, por viverem nas ruas, também se tornam vítimas delas e isso se concretiza quando o Ministério da Saúde registra entre 2015 à 2017 um número de 17.386 casos de violências nas ruas.
Por consequência dos fatos acima, os catadores de lixo possuem uma renda mínima, muitas vezes não conseguindo nem sustentar sua própria família, fazendo dela dependente de geração em geração, sempre em um cenário de miséria. Assim, oberva-se que o número da desigualdade dentro do território nacional vem crescendo, colocando em prática frase citade por George Orwell “Tdos somos iguais, alguns mais iguais que outros”, visto que de 2019 à 2020 o número de concentração de capital e de desigualdade cresceu de 88,2 para 89, segundo o canal de televisão “CNN Brasil”.
Logo, é necessário que o Ministério do Trabalho junto ao Ministério do Meio Ambiente faça campanhas educacionais e crie empresas destinadas a coleta. Essa atitude terá como efeito o reconhecimento daqueles que coletam o que o todos descartamos e poderá empregar os autônomos, fazendo com que estes tenham renda fixa e possuam melhor qualidade de trabalho. A ação poderá freiar os desafios que os catadores presenciam em seu cotidiano.