Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil

Enviada em 20/11/2021

Max Weber defende como tese que os processos e fenômenos sociais são dinâmicos e mutáveis, nos quais necessitam ser interpretados para que se extraia dele o seu sentido. Nessa lógica, em 2019 com a chegada da pandemia no mundo trouxe diversos impactos para a sociedade, uma delas foi o desemprego. No Brasil o desemprego já era uma realidade, com isso diversas famílias optaram por catar matériais reciclável nas ruas para manter sua subsistência.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar que a catação de materiais recicláveis foi reconhecida como profissão em 2002 pelo extinto Ministério do Trabalho. Com a chegada da pandemia no Brasil, a classe dos catadores de reciclagem teve um aumento muito grande, por não exigir qualificação e ser um trabalho autonomo, vendendo o que consegue catar nas ruas com uma tabela de preços fixadas nos lixões e empresas que usam a reciclagem como matéria prima.

Ademais, essa profissão tem diversos riscos de segurança, sendo que a sociedade colocam: vidros, seringas usadas, e objetos ponteagudos nos lixos normais em frente a sua casa, e não tendo qualquer tipo de aviso sobre, afetando a integridade física dessa classe tão vulnerável. Sendo que a maioria dos catadores de reciclagem não usam equipamentos de segurança para fazer seu trabalho por falta de condições de comprarem os EPIS.

Portanto, o governo estadual por intermédio das prefeituras devem criar campanhas de concientização na separação dos lixos e orientar a sociedade sobre os riscos que podem oferecer para os catadores de reciclagem. Os deputados estaduais com ajuda da comunidade deve fazer petições ao governo federal para que  abaixem o preço dos EPIS para que a sociedade possa trabalhar com a devida segurança, principalmete a classe dos catadores de reciclagem, sendo assim teremos uma sociedade mais igualitária para todas as classes de trabalhadores.