Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil

Enviada em 24/12/2021

No Filme “Wall-e”, um robô homônimo foi deixado só e sem auxílio como coletor de lixo em um planeta abandonado pela humanidade. Paralelamente, no Brasil, infelizmente, os catadores de lixo enfrentam desafios ao exercerem seu ofício. Visto isso, é possível inferir que a desigualdade social e as condições insalubres de trabalho são fatores que corroboram a permanência do entrave.

Em primeira análise, é importante discorrer sobre a desigualdade social. Segundo o Índice de Gini, o Brasil é o décimo país mais desigual do mundo. Tendo em vista isso, a parcela menos favorecida da população recorre às diversas maneiras de obter renda, o que inclui a coleta de lixo, seja de maneira formal, seja informal. Entretanto, tais oportuidades não saceam as necesidades básicas do indivíduo, mas penas as mantém, devido à baixa remuneração, fato que favorece a concentração de renda para uma minoria e priva os coletores de obterem condições dignas de vida. Em suma, é inadmissível que essa adversidade permaneça na atualidade.

Outrossim, é válido ponturar as condições insalubres de trabalho. Com a aprovação da Lei Áurea em 1888, a escravatura foi abolida no Brasil, entretanto os recém-libertos foram abandonados sem emprego e moradia. Igualmente, os catadores de lixo vivenciam uma realidade semelhante, pois expostos a materiais contaminados, ao trabalho informal e à renda instável, sua saúde e direitos são corrompidos devido à falta de ação governamental em lhes prover ajuda. Dessa forma, urgem-se medidas para mudar essa realidade.

Portanto, é necessário intervir para a promocão de condições de vida decentes aos coletores de lixo. O Ministério do Trabalho e Emprego deve, por meio de um projeto de lei entegue à Camara dos Deputados, tornar obrigatória a formação de instituicões que empreguem e abriguem esses trabalhadores, concomitantemente ao aumento salarial do ofício, a fim de reduzir a desigualdade social e amparar os necessitados. Para isso, cada município brasileiro deve ter, no mínimo, um estabelecimento desse gênero nas regiões rural e urbana. Somente assim, os desafios enfrentados por esses trabalhadores serão enfrentados.