Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil
Enviada em 11/05/2022
No filme “Wall-E”, retrata quando a terra virou um depósito imenso de lixo e todos os recursos naturais se esgotaram, já que a população exagerou no consumo. Em paralelo com a ficção, a temática se relaciona ao cenário brasileiro, no qual a reciclagem - ação que pode diminuir a predação em busca de matéria-prima e o excesso de resíduos - enfrenta dificuldades para ser consolidada. Nesse sentido, é um desafio para os catadores de materiais recicláveis, uma vez que encontram a desvalorização do trabalho e insalubridade com riscos para a saúde.
Nesse viés, é necessário pontuar que a desvalorização do trabalho dos catadores de materiais recicláveis causa impactos negativos na economia brasileira. A esse respeito, Steve Jobs, afirma que “a tecnologia move o mundo”, porém desde o período da revolução industrial, os trabalhadores são submetidos a reestruturação do capitalismo. Sob essa perspectiva, constata-se que grande parte dos catadores encontram-se sob exploração da mão-de-obra. Dessa forma, tal público é submetido a perda de direitos trabalhistas, não recebem horas extras e trabalham muito mais para suprir a baixa remuneração. Assim, enquanto não houver valorização e regulamentação da profissão, os catadores permanecerão enfrentando desafios.
Ademais, vítimas de um trabalho insalubre e muitas vezes discriminados, podem levar riscos à saúde. Nesse cenário, o sociólogo Karl Max, desenvolve o conceito de “materialismo histórico “, no qual as sociedades se transformam quando os homens alteram a forma de produzir. Desse modo, com a superprodução do lixo e a falta da gestão de resíduos, os catadores estão expostos à ambiente contaminados e objetos cortantes. Por conseguinte, evidencia-se uma população com desgaste da saúde física e mental.
Portanto, convém ao Ministério do Trabalho promover a regulamentação da profissão com piso salarial e todos os direitos trabalhistas inclusos, afim de que essa parcela da sociedade seja valorizada. Somado a isso, o Ministério do Meio Ambiente pode incentivar a coleta seletiva e aterros sanitários de acordo com a legislação ambiental, para que tal público seja menos submetido a danos à sua saúde.