Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 18/08/2025

Em 2019 o Brasil foi considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) “O país mais ansioso do mundo”, com 18,6 milhões de diagnósticos para ansiedade - correspondente a 9,3% da população -. Além disso, o transtorno representa grave problema, tendo em vista que na sociedade atual, há antigos pensamentos sobre recursos terapêuticos, como também, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos dificulta os tratamentos psicológicos.

Antigos pensamentos prejudicam o combate à ansiedade. Para Freud, a ansiedade surge de conflitos psíquicos não resolvidos, muitas vezes inconscientes. Na sociedade brasileira ainda há um tabu muito grande sobre saúde mental, muitas pessoas não têm conhecimento sobre a psicoterapia e se negam a necessidade de tratamento, agravando o desenvolvimento de transtornos ansiosos. Sob essa lógica, é incoerente que a ignorância humana retroceda a cura do distúrbio de ansiedade.

O uso de aparelhos eletrônicos desencadeia a ansiedade na geração atual. Durante a pandemia de COVID-19, com o isolamento social, uma das únicas formas de entretenimento e refúgio mental eram os eletrônicos - principalmente os celulares -. Com isso, o vício e dependência ao telefone foram se agravando, trazendo significativos prejuízos à ansiedade, majoritariamente dos jovens. Desta forma, é inconcebível que não haja a reformulação do uso de aparelhos móveis.

Sendo assim, medidas devem ser tomadas para resolver a questão da ansiedade no Brasil. Para isso, a mídia deve criar um projeto que vise instruir a população sobre a importância de tratamentos psicológicos. Isso deve ocorrer por meio de reportagens, com profissionais competentes da área, a fim de garantir a acessibilidade de todos aos devidos métodos de terapia. Dessa maneira, será possível que este problema seja minimizado no país.