Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/08/2025
Na contemporaneidade, a ansiedade se consolidou como um dos principais problemas de saúde mental, afetando indivíduos de diferentes idades e contextos sociais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é um dos países com maiores índices de transtornos ansiosos no mundo, o que evidencia a relevância dessa questão. Nesse sentido, torna-se necessário refletir sobre os desafios existentes no combate à ansiedade, especialmente a banalização do problema e a dificuldade de acesso a tratamento adequado.
Em primeiro lugar, a banalização da ansiedade constitui um obstáculo para sua superação. Isso ocorre porque, muitas vezes, os sintomas são tratados como “fraqueza” ou “drama”, o que dificulta a busca por apoio profissional. Assim como destacou o filósofo Michel Foucault ao discutir sobre os dispositivos de poder na sociedade, a forma como um problema é discursivamente construído interfere diretamente em sua abordagem prática. Logo, quando a ansiedade é reduzida a algo menor do que realmente é, cria-se um cenário de desinformação e de preconceito.
Ademais, a dificuldade de acesso a tratamento especializado também agrava a situação. A insuficiência de políticas públicas voltadas para a saúde mental e o alto custo de terapias particulares tornam o cuidado inacessível para grande parte da população. Nesse contexto, segundo dados do Conselho Federal de Psicologia, o Sistema Único de Saúde ainda carece de profissionais suficientes para atender a demanda crescente. Isso revela um desafio estrutural que impede a efetividade no enfrentamento do problema.