Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/08/2025
Em primeiro lugar, a forma como a ansiedade é retratada socialmente contribui para sua naturalização e negligência. Nas redes sociais, por exemplo, conteúdos que abordam o transtorno de maneira superficial e humorística acabam por diminuir a gravidade da condição, tornando-a uma “característica comum” da vida moderna. Essa banalização dificulta o reconhecimento da ansiedade como uma doença que exige diagnóstico e tratamento profissional. Além disso, o discurso meritocrático que valoriza o “não parar nunca” gera culpa e repressão emocional, levando muitas pessoas a ignorarem seus sintomas ou a não buscarem ajuda, agravando o problema.
Além disso, o acesso limitado a tratamentos adequados é outro empecilho significativo. O Sistema Único de Saúde (SUS), embora represente um avanço na democratização da saúde, ainda apresenta falhas estruturais na área de saúde mental, como deficiência de psicólogos e psiquiatras, filas de espera extensas e falta de programas preventivos nas escolas e comunidades. Isso faz com que, principalmente a população de baixa renda, fique desassistida. Essa deficiência evidencia a falta de prioridade dada à saúde mental nas políticas públicas brasileiras, perpetuando um ciclo de adolescência silencioso e contínuo.
Portanto, é necessário que medidas sejam impostas para enfrentar os desafios do combate à ansiedade no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com as Secretarias de Educação, deve implementar programas de educação emocional nas escolas públicas, por meio de workshops com psicólogos e atividades de escuta ativa, a fim de promover a prevenção desde a juventude. Além disso, é fundamental que o governo amplie os investimentos na área da saúde mental no SUS, contratando mais profissionais especializados e criando centros de atendimento psicológico acessíveis em bairros periféricos. Só assim será possível construir uma sociedade que cuide, de fato, do bem-estar psicológico.