Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 18/08/2025

Na atualidade, a ansiedade tem se tornado um dos maiores desafios para a saúde mental. O ritmo acelerado de produção e consumo, aliado ao excesso de informações, intensifica esse problema. Nesse contexto, a reflexão do filósofo Michel Foucault sobre a disciplina e a vigilância da sociedade moderna ajuda a compreender como as pressões externas e os padrões rígidos contribuem para o adoecimento emocional de grande parte da população.

Apesar de ser um tema cada vez mais discutido, ainda existem obstáculos para o enfrentamento da ansiedade. O estigma relacionado à saúde mental é um deles. Muitas pessoas deixam de procurar ajuda por medo de serem vistas como frágeis, o que acaba agravando os sintomas. Essa realidade confirma a ideia de Aristóteles de que o ser humano é um ser social, pois quando a sociedade julga e exclui, ela aumenta o sofrimento individual. Nesse sentido, campanhas educativas que naturalizem o cuidado psicológico são fundamentais para diminuir preconceitos e incentivar a busca por tratamento.

Outro problema importante é a dificuldade de acesso a profissionais da área. O sistema público de saúde não consegue atender à grande demanda, e no setor privado os altos custos tornam o tratamento inviável para a maioria. Essa desigualdade dialoga com as críticas de Karl Marx sobre como as condições econômicas determinam quem pode ou não usufruir de determinados direitos. Assim, é urgente que o Estado amplie o número de centros de atendimento e garanta a presença de psicólogos em escolas e postos de saúde, democratizando o acesso.

Portanto, o combate à ansiedade na sociedade contemporânea passa pela superação do estigma e pela ampliação do acesso ao tratamento. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com escolas e meios de comunicação, deve promover campanhas de conscientização e garantir atendimento psicológico gratuito à população.