Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 20/08/2025
De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, é dever do Estado garantir o bem-estar social de todos os cidadãos. Entretanto, esse direito não contempla toda a população, uma vez que a crescente incidência de transtornos de ansiedade impacta negativamente o Brasil. Sob esse viés, é necessário destacar os desafios para o enfrentamento dessa problemática: a banalização das doenças mentais e a omissão estatal.
Diante desse cenário, aponta-se a existência de uma preocupante negligência social quanto ao sofrimento psicológico. No filme Divertida Mente 2, a jovem Riley, enfrenta a pré-adolescência e passa a lidar com novas emoções, como Ansiedade, Vergonha, Tédio e Inveja. A produção retrata como essas emoções impactam seu equilíbrio emocional, evidenciando os desafios enfrentados por adolescentes na fase de transição. Fora da ficção, a realidade brasileira mostra um aumento expressivo dos casos de ansiedade entre jovens, agravado pela ausência de suporte emocional adequado. Desse modo, a falta de empatia e o desconhecimento social sobre o tema contribuem para a manutenção do estigma em torno da saúde mental.
Outrossim, é importante pontuar que há, no Brasil, um preocupante descaso estatal diante desse entrave. Segundo Gilberto Dimenstein, em Cidadão de Papel, existe uma grande distância entre os direitos garantidos pela Constituição e a realidade prática, evidenciando a negligência governamental. Sob essa ótica, quando o Estado falha em implementar políticas eficazes — como o acesso facilitado a atendimentos psicológicos, a ampliação de projetos nas escolas e campanhas públicas de conscientização —, contribui para que transtornos como a ansiedade sejam tratados de forma secundária.
Portanto, cabe ao governo brasileiro — responsável por implementar políticas públicas e direcionar verbas — desenvolver iniciativas que discutam os impactos da ansiedade na população, especialmente entre os jovens. Dessa forma, será possível contribuir para a valorização da saúde mental e garantir que o que está previsto na Carta Magna seja, de fato, cumprido.