Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/06/2026
A ansiedade é um problema cada vez mais presente na sociedade contemporânea. Embora seja uma reação natural do organismo diante de situações de perigo ou pressão, seu excesso pode comprometer a saúde física e mental dos indivíduos. Nesse contexto, o aumento dos casos de ansiedade está relacionado às exigências da vida moderna e ao uso excessivo das tecnologias digitais, fatores que dificultam o combate a esse transtorno.
Em primeiro lugar, a intensa cobrança por produtividade contribui significativamente para o agravamento da ansiedade. O sociólogo Zygmunt Bauman, ao conceituar a “modernidade líquida”, afirma que as relações e as estruturas sociais tornaram-se instáveis e marcadas pela constante necessidade de adaptação. Dessa forma, muitos indivíduos vivem sob pressão para alcançar sucesso acadêmico, profissional e financeiro, o que gera insegurança e sofrimento emocional. Consequentemente, a busca incessante por resultados favorece o desenvolvimento de transtornos ansiosos.
Além disso, o uso excessivo das redes sociais intensifica esse problema. Segundo a teoria da comparação social, desenvolvida pelo psicólogo Leon Festinger, as pessoas tendem a avaliar suas vidas com base na realidade apresentada pelos outros. Assim, ao visualizar padrões de beleza, riqueza e felicidade frequentemente idealizados na internet, muitos usuários desenvolvem sentimentos de inadequação e baixa autoestima. Como resultado, a ansiedade é potencializada, especialmente entre jovens que passam grande parte do tempo conectados ao ambiente digital.
Portanto, é necessário combater a ansiedade por meio de ações conjuntas. O Ministério da Saúde, em parceria com as escolas e os meios de comunicação, deve promover campanhas educativas sobre saúde mental, por meio de palestras, programas informativos e conteúdos digitais, a fim de conscientizar a população sobre os sintomas da ansiedade e as formas de prevenção. Além disso, as instituições de ensino devem ampliar o acesso ao apoio psicológico e incentivar práticas de bem-estar, como atividades esportivas e rodas de conversa. Dessa maneira, será possível reduzir os impactos da ansiedade e promover uma sociedade mais saudável e equilibrada.