Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 25/06/2026
A sociedade atual, marcada pela pressa e pela cobrança exagerada por resultados, transformou a ansiedade em um problema sério de saúde pública. No Brasil, dados da Organização Mundial da Saúde revelam que o país é o mais ansioso do mundo. Essa realidade mostra que o problema não é uma fraqueza individual, mas sim o reflexo de uma rotina desgastante que adoece as pessoas. Diante disso, é preciso analisar como a dependência das redes sociais e a falta de apoio do governo dificultam o combate a esse transtorno.
Em primeiro lugar, o uso excessivo de tecnologia e das redes sociais funciona como um gatilho para a crise mental. Plataformas digitais promovem uma cultura de comparação constante, onde todo mundo parece ter uma vida perfeita e inalcançável. Isso gera aquela famosa sensação de que estamos sempre perdendo algo importante, o que mantém os jovens em constante estado de alerta. Além disso, a cobrança por produtividade faz com que o descanso pareça perda de tempo, gerando um ciclo de cansaço e ansiedade difícil de quebrar.
Além disso, a falta de investimentos na saúde pública agrava ainda mais a situação. Conseguir atendimento psicológico no Brasil é muito difícil para quem não tem dinheiro, e o tema ainda é cheio de preconceitos. Embora o SUS ofereça apoio por meio dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), a fila de espera é enorme e faltam profissionais contratados. Essa falta de estrutura desampara os que mais precisam, fazendo com que muitos casos leves piorem por falta de um tratamento rápido.
Portanto, fica claro que combater a ansiedade exige ações práticas. O Ministério da Educação, junto com o Ministério da Saúde, deve criar projetos de acolhimento emocional dentro das escolas e faculdades. Isso pode ser feito contratando psicólogos para fazer rodas de conversa presenciais e atendimentos preventivos com os alunos. Ao mesmo tempo, o Governo Federal precisa enviar mais verbas para os CAPS para aumentar o número de médicos e terapeutas. Só assim será possível melhorar a saúde mental de todos nessa era tão acelerada.