Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 08/06/2020

A ansiedade é uma doença com efeitos psicológicos e emocionais descoberta no século XIX, e desde então vem assolando a humanidade com seus diversos casos. Hodiernamente, o Brasil lidera o ranque de países com maior número de pessoas com transtorno de ansiedade, tendo quase 20 milhões de casos. Nesse sentido, esse grande número de casos deve-se, principalmente, à grande pressão psicológica do dia a dia e à insegurança financeira.

O Fordismo, é um método de produção criado por Henry Ford, em 1914, que visa a produção rápida em larga escala, sem dar importância às condições psicológicas dos funcionários, como retratado no filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin. Nessa perspectiva, mesmo tendo passado mais de um século após esse método de produção, o estado psicológico ainda não é tido como uma prioridade nas empresas atuais. Nessa lógica, essa pressão pode gerar ansiedade ou desencadear em problemas maiores como o suicídio.

Em 1929, com a quebra da bolsa de valores estadunidense, o Brasil teve um grande prejuízo na indústria cafeeira, a base da economia na época. Nesse espectro, segundo a pesquisa “The Employer’s Guide to Financial Market” pessoas sem estabilidade financeira tem 4 vezes mais chances de ter ansiedade. Nesse contexto, pela pesquisa supracitada, pode-se concluir o efeito que a estabilidade financeira tem sobre o estado psicológico das pessoas. Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o problema.

Por isso, cabe aos Ministérios da Saúde e Trabalho fornecerem planos de saúde para os trabalhadores, com o direito a consultas com psicólogos e facilidade para obtenção dos remédios contra ansiedade, além de utilizarem de palestras para alertar sobre os perigos da ansiedade e conscientizar as pessoas dos efeitos dela, a fim de diminuir os casos de ansiedade no Brasil. A partir dessas ações, espera-se garantir uma melhora nas condições psicológicas dos brasileiros.