Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 08/06/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a síndrome de ansiedade na sociedade contemporânea, torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo uso excessivo de tecnologia, seja pela negligência familiar, o problema permanece silenciosamente, afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, vale salientar que o Brasil é o epicentro da ansiedade. Segundo pesquisas realizadas ela OMS (Organização Mundial da Saúde), o país tem mais de 9% da população que vive com os transtornos de ansiedade. Pode ser observado que o uso demasiado de internet deixa o ser humano sobrecarregado, com muitas informações ao mesmo tempo, acarretando um exagero de pensamentos, por isso a maioria das pessoas tomam remédio controlado, para se acalmar e esquecer por algum momento do mundo virtual. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Por conseguinte, é importante lembrar que a falta de comunicação em família gera um sentimento de solidão e insignificância. A negligência familiar muitas vezes é a culpada das crises de ansiedade, pois a correria cotidiana impede as relações comunicativas, fazendo com que o indivíduo se sinta abandonado. Devido a esse entrave, essas pessoas se voltam para um mundo fantasioso, e quando " acordam" para a realidade, eles começam uma busca doentia para uma felicidade inalcançável, aumentando os níveis cardíacos e as substâncias neuroquímicas como a serotonina 5-HT e o ácido gama-aminobutírico. Dessa forma, medidas são necessárias para alterar esse problema.
Portanto, ações são imprescindíveis para mitigar essa problemática. Com isso, urge ao Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação planejar palestras mensais, com psicólogos, para auxiliar os jovens e adultos a lidarem com os acontecimentos do dia a dia e até mesmo com a própria mente. Cabe também as famílias e amigos ajudarem, realizando grupos de conversa e entretenimento, para que assim, os pais consigam compreender apoiar e direcionar seus filhos a uma vida repleta de felicidade. Somente assim, notar-se-á que essas seriam algumas das atitudes para diminuir ou até mesmo acabar com esse problema tão presente na sociedade.