Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/06/2020
Desmotivação, tristeza sem motivo, desinteresse pela vida, irritação, falta de apetite, insônia, cansaço. São sintomas relacionados ao transtorno de ansiedade. O Brasil vive uma epidemia com o maior número de pessoas ansiosas da América Latina. Desta forma, a população brasileira é considerada pela Organização Mundial da Saúde(OMS) como a mais ansiosa dentre os outros países.
Inicialmente, existe um preconceito relacionado aos medicamentos utilizados para tratar o transtorno. Algumas pessoas apresentam resistência contra os fármacos porque existe muitos mitos: ficar viciado, impotente, gordo, magro, bobo. Todavia, há fatores comportamentais com o desequilíbrio dos neurotransmissores, como a serotonina cujo sua função está diretamente ligada à regulação do humor - O diagnóstico é feito pelo psiquiatra e o tratamento engloba desde terapia ao uso do medicamento que poderá ser utilizado em conjunto ou não.
A posteriori, inúmeras são as causas que nos levarão a adquirir uma ansiedade severa: redes sociais, Smartphone, excesso de informações falsas, aumento dos preconceitos. Todos esses aspectos são motores para alterações em nosso bem-estar emocional que pode se tornar algo maior e levando muitas vezes ao suicídio. Neste quesito, o sexo feminino é o que mais sente as consequências - 7,7% das mulheres são ansiosas e 5,1% são depressivas. Quando se trata dos homens, a porcentagem cai para 3,6% em ambos os casos.
Diante do exposto, cabe ao Estado intervir, promovendo políticas publicas por meio do Ministério da Saúde, com a finalidade de atuar na redução do entrave, com aumento de consultas psiquiátricas para a camada mais pobre da população e usando a internet como meio comunicativo para consultas. Já a sociedade pode promover mudanças através da conscientização, por meio de cobranças e manifestações, reivindicando a importância do bem-estar emocional, para que possamos desenvolver técnicas e valores sociais.