Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/06/2020
A série “Control Z” retrata a realidade de uma nova geração, a qual dispõe de meios tecnológicos para esconder transtornos psicológicos. Semelhante ao cenário fictício, o combate à ansiedade enfrenta desafios para mitigar os impactos da doença na sociedade contemporânea. Dessa maneira, o imbróglio se intensifica pelo preconceito infundado da doença e pelo laborioso diagnóstico.
Em primeiro lugar, a intolerância tem sustentado o enfrentamento à ansiedade. De acordo com o médico psiquiatra, Antônio Marco, os preconceitos contra os tratamentos e indivíduos com ansiedade dificultam o debate para a possibilidade de avanço na temática. Dessa forma, é inaceitável que o Brasil – país com mais pessoas ansiosas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde – persista com tais práticas deletérias.
Além disso, o laborioso diagnóstico retarda o tratamento para os distúrbios de ansiedade. Segundo a Universidade de Harvard, indivíduos com quadros de ansiedade podem levar sete anos para buscarem por auxílio, o que resulta em diagnósticos de condições graves. Logo, além do preconceito, a demora na identificação dos casos fomenta na negligência de tratamentos em quadros leves da doença.
Portanto, medidas são necessárias para contornar o problema. O Ministério da Educação deve criar projetos em escolas e universidades, com o objetivo de promover o debate sobre ansiedade entre os estudantes, e estes elaborarem aulas para a comunidade externa, a fim de decrescer o preconceito. Outrossim, o Ministério da Saúde deve investir recursos e ampliar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), com propósito de atender a população e diminuir o tempo de espera por diagnósticos e tratamentos. Assim, poder-se-á diminuir os desafios do combate à ansiedade.