Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, um vez que os desafios no combate à ansiedade na sociedade moderna apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da carência de administração pública quanto do egocentrismo social. Diante disso, cabe analisar os fatores desse contexto, a fim de revertê-los.
Considerando o exposto, é fulcral pontuar que a falta de políticas públicas mais eficazes para mitigar o aumento nos casos de ansiedade deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. À luz dessa ideia, segundo o filósofo Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, tais fatos não é observado no Brasil devida à baixa ação das autoridades, no que tange à busca de soluções para a melhoria das circunstancias atuais do país. Desse modo, faz-se mister a reformulação desses aspectos estatais de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que o egoísmo social atua como promotor dessa problemática. À vista disso, de acordo com o sociólogo Bauman, a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Não há como negar, portanto, que os indivíduos de hoje tornam-se membros de uma sociedade adoecida e enferma, onde a arrogância está inscrito no caráter das pessoas influenciadas por essa comunidade. Dessa forma, tais questões retardam a resolução do problema e contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar esse impasse. Logo, cabe ao governo, entidade máxima do poder, promover ações a repeito da criação de campanhas que auxiliam no combate a ansiedade. Tais ações deverão ser executadas por intermédio do Ministério da Saúde, concomitante à mídia televisiva, na propagação de propagandas relacionadas aos caminhos que facilitam a luta contra a agonia pessoal, a fim de diminuir o casos relacionados a esse contratempo. Com tais medidas, espera-se que a utopia do literato seja alcançada.