Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/06/2020

Ansiedade e depressão. Pandemia e instabilidade política. Recessão da economia global. Com o advento avanço da medicina, tornou-se possível realizar diagnósticos mais precisos sobre patologias psíquicas. Contudo, com a crise política mundial, o mundo suporta um momento de recessão econômica e medidas intensas contra a proliferação do Sars-CoV-2 (Coronavírus), agente causador da Covid-19, doença que alarma a população e intensifica medidas de preservação - como a adoção do estado de calamidade no Brasil. Consoante, de acordo com dados do G1 o número de infectados ultrapassa os 600 mil indivíduos e, após declarado isolamento social, os índices de violência doméstica tiveram um aumento de 15% na região Norte, evidenciando o impacto não apenas na saúde física, mas também psicológica do brasileiro. Dessa forma, percebe-se a necessidade do isolamento social e a atuação desse mesmo como catalisador da ansiedade na sociedade contemporânea.

Primeiramente, é notável o avanço da curva epidêmica de Coronavírus no Brasil promovendo a ineficácia do sistema de saúde; provocando milhares de mortes, impedindo a circulação do comércio e afetando a produção do setor industrial. Tal situação agrava a precária da economia brasileira uma vez que a crise - segundo o diretor da Organização Mundial do Comércio Roberto Azevêdo - já causou queda de 13% do PIB mundial. Diante disso, torna-se constitutivo o período de isolamento para diminuição da curva de contaminação.

Paralelamente, é perceptível a contribuição do isolamento para o aumento dos casos de ansiedade, seja por falta do atendimento psicológico necessário, pressão econômica, familiar ou de saúde. Com a crise de recessão a maioria dos estabelecimentos estão fechados e foram estipuladas diversas Leis cumprimento do isolamento, entretanto, o isolamento contribui para o aumento de crises de ansiedade causadas pelas instabilidade vivenciada, sem possibilidade de atendimento psicológico, tendo em vista que os serviços de atendimento designados não estão em funcionamento, dificultando tratamentos da doença e situações emergenciais.

Portanto, o isolamento para contenção da pandemia atua como principal desafio ao combate da ansiedade atual. Destarte, é necessário que o Ministério da Saúde - como principal órgão regulador da saúde, realize a adequação do Sistema Único de Saúde, por meio da injeção de recursos, subsídios para os funcionários e políticas de incentivo à utilização da tecnologia para atendimento psicológico a distância, para que haja diminuição diminuição das crises psíquicas no contexto emergencial mundial sem expor o paciente ao risco de contaminação, a fim de que os impactos do Coronavírus sejam reduzidos pelo necessário isolamento social sem prejudicar a saúde mental do brasileiro.