Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/06/2020
Na série “Control Z”, é narrada a história de Luís, um rapaz que tem sérios problemas psicossociais, por ser alvo de bullying na escola. Não só na ficção, mas também no Brasil, pessoas são xingadas e humilhadas, no cotidiano, pela web ou verbalmente, se não atendem aos “padrões” civis, como a beleza, o que traz desafios no combate à ansiedade na civilização hodierna. Para isso, tanto uma população conivente como o tabu institucional corroboram esse cenário estarrecedor.
Primeiramente, a cobrança civil por convencionalismos se tornou um entrave. Trata-se de mães exigindo dos filhos o extremo na prova do vestibular, o adolescente angustiado, por não ter muitos “likes” no Instagram, e o pai que não consegue quitar as dívidas do cartão de crédito. Dessa maneira, não é de se surpreender pessoas desenvolverem embargos psíquicos, ficarem com medo de compartilhar seus problemas com a família, por receio de serem, ainda mais, humilhadas, e prefiram buscar, muitas vezes, o suicídio, situação já debatida pelo sociólogo Ralf Dahrendorf, que dizia se a anomia uma condição social onde o comportamento das pessoas teriam perdido sua validade. Logo, coibir o agravamento de uma ansiedade, não é compromisso único estatal; mas também da população que, por vezes, adota padrões fictícios e realça a perpetuação da perspectiva do Dahrendorf.
Ademais, o tabu do governo impulsiona este caos. haja vista muitos indivíduos têm dúvida sobre a procura de ajuda profissional, porquê acha que psicólogos é para “loucos”, e, em vez disso, optam por se automedicarem, com recomendações de youtubers, que passam medicamentos e doses erradas que podem agravar seus casos. Isso piora quando o indivíduo tenta sanar sua inquietação por meio de bebidas alcoólicas e cria um sensação momentânea de felicidade, o que pode conduzi-lo a depressão, algo já alertado pelo filósofo Erasmo de Roterdão, o qual afirmava sobre os males entrarem na vida dos homens pela ilusória aparência do bem. Nisso, um governo omitir informações de combate à ansiedade no mundo contemporâneo, é da alicerce para que os males do Erasmo impregnem na sociedade.
Destarte, é mister que o Ministério da Saúde e a Seara midiática elaborem medidas profiláticas à ansiedade, com propagandas, em televisões e redes sociais, no intuito de romper paradigmas de estética, por meio de dicas profissionais de como se amar mais, incentivo a desfiles de pessoas gordas, magras e negras, estímulos de práticas de atividades físicas em parques, videoconferência para ensinar a fazer Yoga e disponibilização de aulas sobre educação financeira. Tal iniciativa deve ainda buscar ajuda de escolas e ONGs a fim demonstrar a importância do apoio de profissionais e familiares no combate à enfermidades emocionais, com fornecimento de psicólogos, buscar respeito e empatia, por meio de cartazes. Dessa forma, evitar-se-á que os males descrito por Erasmo atinjam o país.