Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/06/2020

A ansiedade no decorrer da história foi um estímulo vital para sobrevivência dos indivíduos, pois ela garantia que os grupos coletores e caçadores resolvessem seus problemas a fim de evitar maus futuros, como fome e invasões de inimigos. Contudo, hodiernamente, por vezes, a ansiedade ocorre de maneira desenfreada na sociedade brasileira, tornando-se, portanto, um grave problema. Nesse viés, fatores sociais e educacionais perpetuam o impasse.

Primeiramente, cabe destacar que a sociedade de aparências promove o desenvolvimento da ansiedade. De acordo com o escritor Guy Debord em sua obra “A Sociedade do Espetáculo” os indivíduos são influenciados por imagens. No tocante a isso, quando o homem entra em contato com o mundo virtual e se depara com imagens e vídeos de histórias de pessoas bem sucedidas ou fracassadas, tende a sofrem por antecipação devido ao medo do futuro incerto, pois os alarmantes problemas sociais, políticos e de violência afetam diretamente a psique do ser humano.

Ademais, o sistema educacional pode atuar promovendo a ansiedade. É notável que desde cedo os jovens vêm sendo pressionados pelas instituições que lhes cercam, sendo a escola uma delas. Nesse aspecto, a pressão sobre os jovens recai principalmente no terceiro ano do ensino médio, pois a partir desse momento devem tomar a decisão de qual carreira seguir, e em quais provas e vestibulares passar, o próprio ENEM tem grande influência sobre o desenvolvimento da ansiedade dos jovens, tendo em vista, que tal prova promove a entrada ao ensino superior e as vagas são limitas.

Dessa forma, o Ministério da Educação através de um projeto de lei, que deve ser entregue a Câmera dos Deputados, deve tornar obrigatório a contratação de psicólogos nas escolas públicas e privadas, para que tais profissionais possam identificar e tratar desde cedo possíveis sintomas de ansiedade, a fim de reduzir os casos que se perpetuam no país. Destarte, a sociedade brasileira não será mais assolada pela doença do século XXI.