Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 10/06/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. O trecho é de um dos poemas do escritor brasileiro, Carlos Drummond de Andrade e descreve um obstáculo a ser enfrentado. Tal empecilho pode ser atribuído aos desafios enfrentados na sociedade contemporânea no combate a ansiedade, visto que os números de pessoas com esse transtorno crescem exponencialmente. Dessa maneira, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A priori, de acordo com o sociólogo, Zygmunt Bauman em sua obra, Modernidade Líquida, o homem contemporâneo vive em tempos de incertezas, medos e fragilidade nas relações. Consoante a obra, a população passa um período em que existe um medo constante a violência, desemprego e a instabilidade política e financeira, mediante a crise econômica brasileira. Diante dessa perspectiva, pessoas desenvolvem transtornos mentais como a ansiedade.

A posteriori, na obra “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata um momento de profunda angústia e desespero vivido pelo ser humano. Analogamente a obra, esse sentimento é vivido por grande parte da nação brasileira, visto que segundo dados da Organização Mundial da Saúde, esse país é o mais ansioso do mundo. Dessa forma, é notório que o Sistema Único de Saúde deve dar mais atenção a essa doença, buscando trata-la.

Logo, medidas são necessárias para resolver esse impasse, urge que o Ministério da Saúde esclareça aos habitantes sobre tratamentos que devem ser realizados em caso de sintomas, por meio de consultas médicas ou psiquiátricas, no qual será proposto a melhor forma de tratar para cada estado clínico. Destarte, números de ansiosos diminuirá drasticamente e a pedra citada por Drummond seria finalmente ultrapassada.