Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 11/06/2020

A crise de 1929 trouxe consigo instabilidade econômica assim como o aumento significativo das taxas de desemprego, obrigando milhares de pessoas, em uma época em que ainda não havia tratamentos, a conviverem com a ansiedade. Nos dias atuais, apesar de existirem medicamentos especializados, a mistificação em relação à sua existência, bem como a falta de comunicação entre amigos e familiares compactuam com a doença ainda ser considerada por muitos como o “mal do século”.

Em primeiro plano, a ausência do conhecimento popular sobre o assunto se apresenta como um problema intrínseco. Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.”, e são sobre essas lentes que se mostra o quanto a ansiedade ter sido tratada como um tabu durante gerações prejudicou a normalização da mesma, fazendo com que grande parte da população ainda sinta vergonha, insegurança ou simplesmente não a considere um problema real.

Ademais, é possível destacar a série televisiva “Grey’s Anatomy”, em que o personagem Owen Hunt, um ex-cirurgião do exército com estresse pós traumático, se recusa a procurar auxílio profissional até que sua irmã, ao descobrir sobre sua situação, o convence. Ainda que ficção, essa trama retrata o quão importante é o diálogo com os entes queridos, no qual esses podem prover apoio e uma sensação de acolhimento e aceitação, essenciais para que quem sofre do distúrbio possa vencê-lo.

Portanto, para que os impasses expostos sejam resolvidos, se torna imprescindível um maior número de campanhas de conscientização em nível nacional, realizadas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em parceria com governos municipais, por meio de propagandas em jornais e televisão,  tal como atividades e ações comunitárias envolvendo a população local, visando não só uma maior aceitação, mas um encorajamento para que pessoas que apresentam quadros de ansiedade procurem superá-los.