Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 12/06/2020
A Segunda Guerra Mundial marca uma significância dicotômica na história da humanidade. Se, por um lado, as atrocidades ocorridas marcaram negativamente a nossa sociedade, houve, também, um expressivo avanço nas mais diversas áreas: tecnologia, direitos humanos, saúde. Dessa forma, as pessoas aumentaram a sua gama de escolhas para obter uma melhor qualidade de vida, como, por exemplo, equipamentos novos, remédios e diversas atrações televisivas. Entretanto, conforme expressou o filósofo Zygmunt Bauman: “o consumismo desenfreado e a crescente tecnologia resultou em uma sociedade ansiosa por novos produtos e informações atualizadas”. Essa conjuntura levou a população a ficar cada vez mais ansiosa, o que é um grande problema na atual sociedade.
Em princípio, com o fim da Guerra Fria, foi estabelecida uma nova Ordem Mundial, com a ascensão do capitalismo como forma geopolítica de sociedade. Destarte, o incentivo ao consumo, por parte das grandes corporações, em busca de mercado, causou severas alterações no modo de vida da população, uma vez que a grande oferta por novos bens de consumo tomou papel de protagonista nas relações sociais contemporâneas, causando uma dependência tecnológica nas pessoas, o que por si acentua a ansiedade individual.
Ademais, a revolução tecno-científica-informacional, por seu caráter global, encurtou as barreiras de comunicação pelo advento de inúmeras tecnologias que facilitam o diálogo entre diferentes partes do globo. Todavia, a grande quantidade de informações disponibilizadas, principalmente após a criação das redes sociais, gerou um cenário de dependência da população em estar sempre atualizada com o mundo, o que cria uma necessidade expectativa, ou seja, uma causa para intensificação da ansiedade inerente.
Portanto, fica evidente que o combate à ansiedade na sociedade brasileira é um desafio. Dessa maneira, o Governo Federal, sob a tutela do Ministério da Educação, deverá, por meio de um programa de educação social, ministrar palestras, em todo o Brasil, a respeito de como a ansiedade influencia a qualidade de vida, para, então, desenvolver o senso crítico da população e protegê-la do cenário atual de consumismo exacerbado e informações excessivas, restringindo, assim, as causas de ansiedade na população.