Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 28/03/2021
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode facilmente ser aplicada aos impasses frente ao combate à ansiendade na sociedade contemporânea, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Nesse sentido, torna-se claro que esse quadro advém claramente da negligência do Estado. Dessa forma, entre os fatores que sustentam essa conjuntura, pode-se salientar o imediatismo político e a falibilidade educacional.
Desse modo, percebe-se como o descaso governamental cristaliza as dificuldades para combater à ansiedade na sociedade brasileira. Isso ocorre porque a falta de medidas na luta contra ansiedade se alicerça a partir das condutas dos representantes políticos, que são motivados por uma postura imediatista, focado no resultado rápido e individual, de modo que o Estado se torna uma ferramenta para manutenção de interesses privados, e não mais sirva ao povo, mesmo em caso de saúde pública como a ansiedade. Como resultado dessa situação, tem-se a ingerência do governo ao não se posicionar perante a fragilidade emocional que está cada vez mais se tornando comum na sociedade. Ilustra-se esse panorama de acordo com a declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS), que são quase 19 milhões de brasileiros que sofrem com transtorno de ansiendade.
Além disso, é inegável que a falha educacional solidifica a persistência no combate à ansiedade. Tal cenário provém da educação tradicional que é marcada por um ensino baseado em verdades impostas que independe do aluno, pois o mesmo não tem o poder de contestar e nem de dar a sua opinião, cabendo a ele a função da aprendizagem crua e decorativa, tornando o professor uma máquina de repassar conhecimento sem expressar nenhum tipo de sentimento. Logo, a consequência disso é o surgimento de pessoas sem habilidades para lidar com as condições adversas da vida, o que compromete a fragilidade emocinal desses indivíduos.
Mediante ao exposto, fica evidente que os impasses frente ao combate à ansiendade na sociedade contemporânea surge incontestavelmente da indiligência do Estado. Portanto, para resolução dessa problemática, faz-se necessário que a sociedade civil organizada pressione o governo federal a agir por meio do Plano Nacional de Combate à Ansiedade que agirá a partir do Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação (MEC) ao direcionar um maior orçamento em hospitais e escolas para trabalharem no fortalecimento da saúde mental das pessoas, como a prática de hábitos saudáveis e adoção de um estilo de vida de qualidade, com a finalidade de amenizar circunstâncias provenientes da ansiedade.