Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 13/06/2020
Dados divulgados pela organização mundial da saúde, o Brasil possui o maior número de pessoas ansiosas no mundo, mais precisamente 9.13% da população convive diariamente com esse transtorno, tal problema deve-se principalmente a questões relacionadas ao dia a dia da sociedade contemporânea, como, corrupção, violência, crise econômica, desemprego. Questões como essas afetam diretamente a saúde mental da população e o que piora o quadro é que o uso de remédios para ansiedade e problemas mentais ainda é um tabu, mesmo na sociedade contemporânea, trazendo consequências ainda maiores para quem convive com o transtorno.
Todos os desafios no combate a ansiedade são dificílimos, porém os mais complexos e perigosos são os tabus. Existem pessoas que tem tal transtorno diagnosticado e que se recusam a fazer o tratamento com o uso de remédios por medo ou receio de sofrer discriminação, preconceito, ficar impotente sexualmente falando, bobo, dependente químico de tal remédio etc. Por conta dessa recusa no tratamento, o quadro clínico da pessoa com transtorno de ansiedade tende a piorar cada vez mais, evoluindo as vezes para doenças ainda mais sérias, como hipertensão, taquicardia, doenças psiconeurológicas, etc.
Mas, o que tem acarretado o aumento da ansiedade na sociedade contemporânea? Como dito na introdução, problemas como corrupção, altos índices de violência, crise econômica e desemprego, afetam diretamente a saúde mental da sociedade contemporânea, e um dos principais transtornos causados é a ansiedade. Pode-se dizer que tal transtorno está associado também ao nível de cobrança, tanto pessoal, quanto profissional, que está ocorrendo na sociedade moderna, onde as pessoas estão cada vez mais tentando ser perfeitas e as empresas querendo sempre lucrar cada vez mais.
Uma proposta inovadora para resolver o problema do desafio no combate a sociedade contemporânea é que o governo federal junto com o ministro da saúde e o de comunicações, criem campanhas publicitárias para serem veiculadas na internet e televisão a fim de desmistificar o uso de remédios para tratamento de distúrbios relacionados ao cérebro, para que o tratamento não seja mais um tabu na sociedade, e que as pessoas que possam se tratar sem o medo de sofrer preconceito ou que tenha algum tipo de dependência.