Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 12/06/2020

Depressão. Solidão. Exclusão. Esses são exemplos que caracterizam o problema da ansiedade na sociedade brasileira, uma vez que aqueles que sofrem com os transtornos de ansiedade tendem a desenvolver também a depressão e assim se sentirem excluídos do resto da comunidade. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de empatia e da falta de conhecimento sobre o assunto.

Em primeira análise, a falta de empatia mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Na obra “Modernidade liquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange a ansiedade. Essa liquidez que influi sobre a questão do tema funciona como um forte empecilho para sua solução.

Além disso, o desafio no combate à ansiedade encontra terra fértil na falta de conhecimento sobre o assunto. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o assunto, sua visão será limitada, o que evita a erradicação do problema.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, devem desenvolver palestras em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Também deve haver entrevistas com especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema.