Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 12/06/2020
’ O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles ‘. Essa afirmação da filósofa Simone de Beauvoir pode servir de metáfora aos problemas relacionados a ansiedade no Brasil, uma vez que, por mais escandalosa que seja essa situação, poucos são os esforços destinados a resolvê-la. Indubitavelmente, tal conjuntura advém tanto da alienação aos empecilhos sociais quanto do silenciamento da população.
Deve-se analisar, primeiramente, que os conflitos modernos de convivência social é um fator determinante para problemática. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o conhecimento deve estar vinculado aos problemas do presente. Nesse sentido, sabe-se que a preocupação excessiva ao enfrentamento da vida urbana, muitas das vezes, conduz as fugas mentais que, sem um acompanhamento profissional, resultam na estigmatização da ansiedade nas camadas populacionais, acarretando, dessa forma, sérios impasses na saúde física e mental do indivíduo, prejudicando até mesmo a degradação da sua sociabilidade. Logo, é substancial a mudança desse cenário.
É vital evidenciar, ainda, que os níveis degradáveis da ansiedade encontra terreno fértil no silenciamento da população. Acerca dessa assertiva, Habermas faz uma contribuição, que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Sob essa óptica, para que haja a exclusão de tal dessossego mental, é necessário discutir sobre. No entanto, verifica-se certa lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada e etilizada pela ignorância populacional, pois a sociedade se mantém passiva e calada diante tal problematização, além do que, conforme o levantamento da OMS, Organização Mundial da Saúde, 9,3% dos brasileiros têm algum grau de ansiedade, sendo que, 5,8% destes são afetados psicologicamente pela depressão. Nessa lógica, trazer à parte esse tema e debatê-lo, amplamente, aumentaria a chance de atuação nele .
Portanto, pela perspetiva de Isaac Newton, uma força só é capaz de sair da inércia se outra lhe for aplicada, dando sentido ao movimento. Em vista disso, depreende-se, o Poder Público, como instância máxima da administração executiva, juntamente com a secretaria especial do Ministério da Saúde, por meio de ações: palestras, publicações em redes sociais, propagandas televisíveis e bate-papos com especialistas da área, orientar toda parcela populacional, sobre os conflitos da ansiedade no Brasil e como se prevenir adequadamente contra esse panorama, para que, de tal forma, as conjunturas da ansiedade possam ser excluídas das comunidades brasileiras. Somente, assim, os ideais do major Quaresma poderão ser evidenciados da nação.