Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 13/06/2020

Em oposição ao pensamento positivista de Durkheim, Weber defende que os fenômenos sociais são dinâmicos e mutáveis. Ou seja, para o pensador há necessidade de interpretá-los. Nessa lógica, pode-se afirmar que os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea exigem uma discussão mais ampla. Diante disso, cabe analisar tanto o excesso de informações oriundas da internet quanto a instabilidade do Brasil como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.

Considerando o exposto, convém pontuar o grande volume de dados, explicações e opiniões diferentes que sobrecarregam a mente humana através do mundo digital. Nesse contexto, a criação do Facebook em 2004 por Mark Zuckerberg impulsionou o desenvolvimento de diversas redes sociais posteriormente. Desse modo, o consumo exacerbado de informações, promotor da epidemia de ansiedade, é continuamente agravado pela evolução tecnológica, em especial pelas mídias sociais.

Outrossim, vale salientar a fragilidade de vários setores do governo brasileiro causada pela crise econômica, social e política. À luz dessa ideia, a frase do líder pacifista indiano, Gandhi, ganha destaque: temos de nos tornar na mudança que queremos ver. Não há como negar, portanto, que a situação abalada do Estado é reflexo do povo, logo, a mudança no comportamento humano pode reverter esse quadro, contribuindo, assim, para o controle do transtorno psiquiátrico no país.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Portanto, a sociedade brasileira, grupo de indivíduos que compartilham o mesmo interesse, deve promover espaços para discussão e informação dos cidadãos acerca dos artifícios disponíveis para manutenção da saúde mental, como a atividade física, terapia e meditação. Tal ação pode ser realizada por meio de atos comunitários, tais quais aulas e debates públicos, a fim de prevenir e conter o distúrbio no Brasil. Com tais medidas, espera-se que o pensamento weberiano seja assimilado.