Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 02/07/2020

Viver nunca foi fácil. O ser humano sempre teve algo com o que se preocupar, independente do período histórico ou classe social. Entretanto, algumas vezes a preocupação se torna maior do que o atual problema. Esse é o caso da ansiedade, transtorno que 18,6 milhões de brasileiros têm que lutar diariamente.

Viver ansioso é extremamente nocivo, pois o diagnóstico faz com que o paciente sofra por antecedência e pior, imagine problemas que sequer tem chance de acontecer, visto que um estudo mostra que isso ocorre em 93% das pessoas com ansiedade generalizada. Sem falar nos diversos fatores que podem acarretar as preocupações como problemas familiares, no trabalho, nas relações interpessoais ou até mesmo instabilidades políticas no país.

As redes sociais também podem acarretar o medo de estar perdendo algo (fear of missing out), dizem os especialistas. Alguém que sofre desse distúrbio, um jovem, principalmente, está muito sujeito a comparar sua vida com o que vê na internet, por exemplo, e sentir se insuficiente ou achar que a vida dos outros é perfeita, o que é completamente compreensível se formos pensar que as pessoas só costumam compartilhar as suas vitórias e felicidades em um site em que qualquer um pode entrar pra olhar, comentar e compartilhar. Sendo assim, fica mais difícil manter se são, com esse bombardeamento de informações.

Logo, pode se dizer que vive se em uma sociedade desestruturada no âmbito geral e também há chance de se viver no âmbito pessoal, por exemplo, na família. Isso ao longo da vida pode acarretar sérios problemas, sendo um deles a ansiedade, que dispõe de um mecanismo cruel de comparação e o acesso frequente a internet pode fazê-la consideravelmente maior. Sendo assim, o(a) ansioso(a) deve controlar quem segue nos meios de comunicação, os influenciadores digitais devem mostrar lados humanos na internet e o povo deve eleger candidatos bons.