Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 14/06/2020
“O homem é a medida de todas as coisas”. Essa máxima atribuída ao filósofo grego Protágoras revela o protagonismo humano em que o indivíduo tem o poder de construir sua realidade e seus valores em sociedade. Nesse sentido, referente as múltiplas manifestações envolvidas em torno da ansiedade, ocorre uma intrínseca identificação com a frase do pensador, pois os diversos entraves em torno desse processo vitimizam todo o corpo social. Dessa forma, os desafios no combate à ansiedade, no Brasil, são inúmeros e evidentes.
Em primeira análise, convém frisar a exímia importância nos avanços das tecnologias,como a internet e as redes sociais para a sociedade brasileira, de modo a integrar e agregar pessoas de todas as idades, etnias e culturas. Em virtude disso, com o advento das redes e na agilidade das informações, o cotidiano das pessoas também tornaram-se mais agitados, com uma rotina extremamente desgastante de forma a contribuir com transtornos de ansiedade, como afirmava o instituto de pesquisa Stress Management (ISMR-BR), de que 30% da população economicamente ativa sofre desse mal. Nesse contexto, o célebre filósofo ateniense Sócrates acautelava: “Tome cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais”, ressaltando os sentimentos que uma pessoa ansiosa adquire a longo prazo, haja vista que o lazer e atividades físicas deixaram de ser prioridade, substituindo por trabalhos estressantes e degradantes para o equilíbrio emocional.
Ademais, os efeitos para o combate à ansiedade são vistos por muitas pessoas de modo totalmente equivocado, posto que são tratados apenas como um incômodo transitório e natural da vida. Entretanto, apesar de muitos buscarem o tratamento correto para esse tipo de distúrbio, a maioria não tem a mesma visão, ora por falta de condições financeiras,ora por falta de conhecimento. Sob essa ótica, segundo o portal de pesquisas da UOL, indivíduos de famílias ansiosas têm maiores chances de desenvolver transtornos e repassa-los para as outras gerações, os quais se não tratados desde a infância contribui ainda mais com a intensificação desse longo processo de desequilíbrio emocional.
Portanto, faz-se necessária a realização de medidas atenuantes. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, em parceiras com os setores midiáticos, o papel de difundir campanhas publicitárias,com intuito de informar as famílias brasileiras sobre como identificar sinais relevantes de um perfil ansioso, desde a infância, por meio de plataformas de ampla visibilidade, de modo a levar esse conhecimento para os que não possuem acesso necessário, além de possibilitar que estes procurem apoio, a partir de psicoterapias e psicanálise, para que os ajudem a encontrar formas saudáveis de lidar com os sintomas, a fim de minimizar o distúrbio a tempo de evitar um ciclo vicioso.