Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 14/06/2020
Muito se discute acerca dos entraves que assolam o país, sobretudo os relacionados à saúde. A Revolução Industrial, que aconteceu na Inglaterra, no século XVIII, transmutou o modo de viver das pessoas e, desde lá, se vive um mundo mais rápido e ligado à tecnologia. Nesse aspecto, com essa rotina mais intensa, nota-se um aumento no número de casos de transtornos mentais na sociedade, como por exemplo a crise de ansiedade. Assim sendo, é necessário entender como se encontra esse panorama e possíveis meios de intervenção.
A priori, torna-se oportuno destacar o receio que as pessoas possuem em procurar ajuda de profissionais em casos de crises de ansiedade. Segundo a OMS(Organização Mundial de Saúde), o Brasil possui aproximadamente 19 milhões de pessoas com transtorno de ansiedade, todavia, poucas pessoas participam de tratamentos. Isso acontece pois ainda se tem muitos tabus relacionados à essa temática, como o medo de engordar, ficar “bobo”, impotente sexualmente e etc.
Dessa maneira, é imperioso ressaltar que realmente existe efeitos colaterais no tratamento contra ansiedade, mas não é bem assim. Segundo o psiquiatra Daniel Martins de Barros, atualmente se tem remédios menos agressivos que antes e, com o auxílio de um profissional, o paciente terá um saldo muito mais positivo que negativo para si, em relação aos mediamentos.
Diante dos fatos e argumentos supracitados, conclui-se que medidas devem ser tomadas. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com recursos midiáticos, realizar campanhas com o objetivo de esclarecer a população acerca desse imbróglio. Essas campanhas deverão sempre contar com a participação de especialistas que quebrarão tabus relacionados ao tratamento de transtornos mentais. Cabe ao Ministério da Saúde também criar uma liga de psiquiatras para discutir qual remédio deve ser vendido apenas com a receita de um médico. Dessa forma, a população combaterá a ansiedade com mais confiança e segurança.