Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 14/06/2020

Ansiedade é o medo e a preocupação excessiva em situações pequenas do cotidiano. Dessa forma, somente o médico especializado poderá conceder o diagnóstico para esse distúrbio e auxiliar o indivíduo no tratamento. Entretanto, com aumento da comunicação virtual, hà disseminação de comentários banalizando os sintomas e tornando-os superficiais, além de também favorecer com o preconceito  em relação à doença mentais, dificultando o combate a essas psicopatias.

Em primeira análise, observa-se que as redes sociais são os locais onde se é mais vulgarizado a tristeza, o desespero, o medo, a angústia e etc. Segundo a obra “Cegueira Moral”, de Bauman, o homem está insensível ao sofrimento do próximo. Sendo assim, o ser humano não se importa com a aflição do outro, e ainda diz ser para “chamar atenção”, enquanto que devia-se ajudar e auxiliar o semelhante, e não julgar.

Vale destacar, ainda, que a falta de informação sobre as crises de ansiedade ocasionam julgamento e prejudicam à procura de um psiquiatra para início de medicação e terapia. De acordo com a teoria de “Consciência Coletiva”, de Durkheim, as pessoas agem e pensam de acordo com uma crença comum a sociedade. Dessa maneira, o pensamento de que transtornos mentais estão relacionados a loucura, ainda são transmitidos hoje e devem ser desconstruídos.

Portanto, evidência-se que se trata de problemas socioculturais. Logo, é necessário que a Secretaria da Cultura, juntamente com Instituições de Ensino e do Trabalho, planejem projetos que produzam debates sobre o assunto, por meio, por exemplo, de palestras com profissionais no tema para que seja mitigado, e não mais compartilhadas, informações falsas que tornam o problema fútil. Além disso, é essencial a disponibilização de serviços psicológicos gratuitos nos estabelecimentos. Assim haverá um ambiente mais acolhedor e que reduzirá o número de novos possíveis doentes.