Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 14/06/2020

Apesar de, em pleno século vinte e um, ser visto com olhar preconceituoso por diversas pessoas ao redor do mundo, o transtorno de ansiedade está na lista das doenças mentais mais populares atualmente. Mas, por uma série de fatores como a desinformação, medo de julgamentos, desprezo gratuito e outros, a patologia segue encoberta por seus portadores, o que favorece sua perigosa e até irreversível projeção.

O que boa parcela social não sabe, é que atitudes cotidianas ou mesmo mecânicas tem grande potencial em agravar seu quadro de ansioso. A frequente cobrança, seja auto imposta ou não, quanto a alcançar objetivos midiaticamente pregados como porta para uma vida plena, o vício em consumir conteúdos jornalísticos de tragédia ou caos, o uso irrefletido de redes socias, ociosidade e outros, diariamente perturbam a mente de pessoas de todos os tipos. Diante disso, buscam desesperadamente algum alívio momentâneo e artificial, afogando-se, principalmente, em alimentos ricos em calorias e açúcares, mentiras, automutilação, o que culmina, amiúde, no suicídio.

Todavia, há quem busque maneiras saudáveis de tratar sua ansiedade, a fim de lograr de uma vida mais equilibrada outra vez. Consultas regulares a profissionais em saúde mental, cujos mesmos podem receitar medicamentos responsavelmente, se necessário, atividades que proporcionam bem- estar como atividades físicas, interações sociais, hobbies, artesanato, jardinagem dentre outras atividades são meios fundamentais para viver em paz com a ansiedade. Mas para isso, é necessária a informação de que tal doença não deve ser encarada como um tabu, e sim como um problema tratável.

Diante disso, é vital que os órgãos de saúde já existentes e governos municipais do país se voltem também a projetos informacionais sobre tratamento e reconhecimento de transtornos de ansiedade como feiras de saúde regulares, além de aprimorar seus serviços de tratamento público aos de menor renda com a disposição de psicólogos e psiquiatras nos hospitais da cidade, o acionamento de oficinas de pintura, esporte, lazer e outros para que, aos poucos mas de forma eficaz, seja palpável uma vida digna a todos os cidadãos.