Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 14/06/2020

Medo. Pânico. Irritabilidade. Taquicardia. Compulsividade. Insônia. Esses são alguns dentre os diversos sintomas que caracterizam o transtorno de ansiedade. Assim, na contemporaneidade, o Brasil é o país com a maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, a falta de aproximação entre os indivíduos e a banalização dos problemas psicológicos são fatores bastante preocupantes.

Dessa forma, parafraseando o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma modernidade líquida, a qual provoca um grave distanciamento entre os indivíduos. Nesse sentido, apesar do avanço tecnológico ter concedido a facilidade na comunicação, provocou também um forte desequilíbrio nas relações sociais - como o amor e o trabalho - e às enfraqueceram, por isso os problemas mentais tendem a piorar até os dias atuais. Ademais, as pressões impostas pela sociedade também causam um agravamento nesse tipo de transtorno, desencadeando um acréscimo de introspectividade e traumas, que gera danos ainda mais trágicos e difíceis de serem revertidos.

Além disso, de acordo com a OMS, define-se como saúde o bem-estar físico, psíquico e social. Em contrapartida, o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece tratamento psicológico adequado para toda a população, gerando uma grande dificuldade de acesso pela maioria da população e alarme de problemas psíquicos e sociais - nesse caso, o transtorno de ansiedade. Outrossim, os medicamentos para o tratamento correto desses males possuem elevados preços, gerando mais um empecilho. Dessarte, o descaso social e estatal com essas nocividades é altamente grave.

Dado o exposto, faz-se essencial que Organizações Não-Governamentais, mediante campanhas, promova encontros com indivíduos de diversas faixas etárias, a fim de causar aproximação popular, principalmente entre jovens. E ainda, cabe ao Ministério da Saúde, oferecer acompanhamento psicológico  aos mais necessitados, por meio do SUS, para que o transtorno de ansiedade diminua entre a população brasileira, visto que é prejudicial à saúde pública.