Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 14/06/2020
No que concerne à ansiedade na sociedade contemporânea, o Brasil, segundo dados da OMS, é o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo. Apesar de ser uma doença grave e que requer tratamento, os casos são tão comuns que se configuram como um estado de anomia social, conforme o estudo do sociólogo Émile Durkheim, visto que são facilmente ignorados pela sociedade, por já ser um fato ocorrido com frequência. Dessa forma, alterações no âmbito social são necessárias para combater essa epidemia no Brasil e no mundo. Dentre os principais desafios, estão não só a falta de um conhecimento aprofundado sobre o assunto, como também o preconceito com o uso de medicamentos.
Em primeiro lugar, vale comparar a falta de pesquisas sobre a ansiedade com bases nos estudos do empirista John Locke. Segundo esse filósofo, o ser humano vem ao mundo como uma tábula rasa - ou uma folha de papel em branco - o que significa que as ideias são provenientes da experiência e da busca por aprendizado sobre o tema. Diante disso, a falta de um estudo aprofundado abre espaço para o senso comum, e assim, a impressão sobre essa doença pode ser bem diferente da realidade, o que abre espaço para discussões inverídicas.
Outrossim, o preconceito com o uso de medicamentos é um dos principais desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea. Tal fato pode ser explicado, pois, muitos cidadãos, principalmente pessoas de cidades do interior, possuem uma moral que difere dos demais, ou seja, hábitos e costumes de que tudo deve-se resolver de uma forma própria e que, assim sendo, os remédios não são tão necessários e eficazes como, por exemplo, o tempo natural dos fatos. À vista disso, mudanças são necessárias, dado que segundo o físico Albert Einsten, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”.
Portanto, o Ministério da Saúde - órgão responsável pela manutenção da saúde pública no Brasil - deverá propor a criação do plano “informação é vida”, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tal ação consistirá na criação de folhetos com dados e informações verídicas sobre a epidemia de ansiedade no Brasil, juntamente com a gravidade desse problema e o tratamento adequado. Esses serão distribuídos em todas as residências, com o intuito de que as pessoas se informem corretamente sobre o assunto. Ademais, agentes da saúde das cidades do interior do Brasil deverão realizar visitas nas casas abordando sobre a importância da medicação. Espera-se, com essas ações, que a ansiedade na sociedade contemporânea deixe de ser um estado de anomia social e que seus desafios sejam, dessa forma, erradicados.